Belo Monte derruba presidente do Ibama

Publicado em 12 de janeiro de 2011

O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Abelardo Bayma, pediu demissão do cargo por discordar da emissão da licença definitiva para a implantação da Usina Hidroelétrica de Belo Monte, prevista para ser construída no rio Xingu, no Pará (Época, Leonel Rocha, 12.01.2011).

Em carta enviada à ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira, Abelardo alegou motivos pessoais para pedir exoneração do cargo. Mas revelou a amigos que deixou o posto depois de ter sido pressionado pela diretoria da Eletronorte a emitir a licença definitiva em nome do IBAMA para a instalação da usina. Ele estava no cargo desde abril do ano passado e é funcionário de carreira da autarquia.

Em reuniões com a diretoria da Eletronorte há dez dias, Abelardo se negou a emitir a licença definitiva para a construção da usina. Ele argumentou que o IBAMA não poderia emitir o documento porque o projeto ainda está cheio de pendências ambientais. Abelardo admitiu que o IBAMA poderia emitir a licença para a instalação e não a definitiva. A construção de Belo Monte foi um dos motivos que levou ao pedido de demissão da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva. Ela discordava da implantação da usina alegando que a obra causará fortes danos ambientais na região com o alagamento de uma área de aproximadamente 500 km2.

As divergências sobre Belo Monte provocaram um confronto no governo entre Marina Silva e a então ministra-chefe da Casa Civil, a presidenta Dilma Rousseff, que defende a antecipação dos prazos para a conclusão da usina, prevista inicialmente para outubro de 2015, um ano após o mandato presidencial. Para conseguir antecipar a conclusão, como quer Dilma, é preciso que o Ibama antecipe as licenças, mas o instituto alega que há falhas técnicas a serem reparadas no projeto. A previsão é que Belo Monte gere mais de 11 mil megawats para atender a uma população de 26 milhões de pessoas na região Norte.

Comentários (3)

  • aquilarj |

    14/01/2011

    Presidenta,

    Agradeço a sua visita ao nosso estado do RJ. A Sra. viu com os seus olhos o que a intervenção humana em obras de ocupação irresponsável e desmatamento histórico da mata atlântica promoveram no meu estado. É claro que a quantidade de chuvas nesta área são exageradas e em áreas onde ainda havia mata virgem não se esperava que pudesse conter a ira da natureza. O solo, Presidenta, é de todos nós. Da Sra, meu, do governo, do prefeito, dos homens de preto nos 'n' tribunais do nosso complexo, ineficiente, nababo e único sistema jurídico e daqueles que parecem legislar sobre o tema quando não há outros intere$$e$ em jogo de suas Duas Torres.
    Pense MUITO antes de alagar 100.000 hectares de mata virgem para construção da cara e ainda de custo inestimável Usina de Belo Monte e de produção duvidosa. Leve na próxima visita o Grande Lobo às áreas inundadas da Região Serrana para que ele entenda, pelo menos , o que é um desatre ambiental anunciado devido, principalmente, por causa da ação HUMANA política e irresponsável.

    Responder
  • José Carlos |

    17/01/2011

    Querem empurrar pela goela abaixo .Creio que feitas a s devidas contas ,o fator "custo benefício" mostra a inviabilidade do projeto.Há outras maneiras de prover Energia à região sem causar danos à Natureza.

    Responder
  • Jorge Zagallo |

    21/01/2011

    Vocês estão brincando com a atureza o projeto Belo Monte é um fracasso total é só prara destruir as riquesas daquele lugar sagrado e vcs se julgão conservadores da Natureza.Venhão para Maceió e vcs vão ver oque é preservar e oque é destruir.

    Responder

Faça seu comentário

Nome
*obrigatório
E-mail
*obrigatório
Website

Divulgue!