Ibama admite falhas em Belo Monte

Publicado em 16 de junho de 2011

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) admite ter deixado em aberto duas grandes questões na licença ambiental para a construção da Usina de Belo Monte, no Pará, concedida no último 1º de junho (Correio Brasiliense, 16.06.2011).

As pendências se referem aos traçados das linhas de transmissão para fornecer energia elétrica ao canteiro de obras e do acesso ao porto no Rio Xingu, para a circulação de materiais, insumos e equipamentos como máquinas, turbinas e geradores.

Ontem, no Senado, em audiência na subcomissão que acompanha o andamento do projeto, o coordenador de Licenciamento de Hidrelétricas do Ibama, Thomaz Toledo, afirmou que o órgão espera receber do Norte Energia, consórcio empreendedor de Belo Monte, os documentos técnicos restantes em 30 dias. “Soubemos que os dados já foram fornecidos à Agência Nacional de Energia Elétrica”, disse.

O presidente da Norte Energia, Carlos Nascimento, afirmou que não há qualquer negligência com o cronograma de estudos de engenharia, sendo as construções das linhas de transmissão e do porto necessárias apenas em uma fase seguinte. Ele atribuiu dificuldades em apresentar projetos de redução de impacto social e ambiental à precariedade técnica das prefeituras envolvidas. “Os sócios já reservaram R$ 500 milhões para ser investidos ao longo de 20 anos no desenvolvimento socioambiental da região da usina”, ressaltou.

A energia consumida no empreendimento será fornecida por geradores a diesel. Questionado pelo presidente da subcomissão, senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), se isso não é um contrassenso ambiental, Toledo explicou que o processo de licenciamento é dinâmico e precisa se ajustar às realidades do projeto.

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