Belo Monte parou

Publicado em 12 de novembro de 2012

Uma série de protestos de trabalhadores do Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), responsável pelas obras da hidrelétrica, que iniciaram na noite da última sexta, 9, e se estenderam até a noite de domingo, destruiu instalações e equipamentos dos canteiros de Belo monte e Pimental e inviabilizou a continuidade dos trabalhos nesta segunda, 12.

A rebelião de sexta, que ateou fogo em cinco galpões do sitio Belo monte, se estendeu para o sitio Pimental no sábado, atingindo equipamentos e instalações, retornando a Belo Monte na noite de domingo com mais incêndios nos alojamentos. Segundo nota do CCBM, foram destruídas instalações de refeitórios, alojamentos, áreas de lazer, escritórios e oficinas.

Nesta segunda, manifestantes ainda bloquearam a  Rodovia Transamazônica, ateando fogo em um ônibus e impedindo o acesso aos canteiros de obras e a retirada dos funcionários.

Apesar de ter anunciado, no final de semana, que os trabalhos seriam retomados na segunda sob pena de demissão sumária, o CCBM acabou forçado a paralisar as obras em todos os  canteiros (Belo Monte, Canais e Diques e Pimental). De acordo com lideranças dos trabalhadores, muitos dos operários que moram fora de Altamira estão sendo mandados para casa por tempo indeterminado.

“Estamos em greve. É uma greve da base, já que não há acordo com o sindicato. E é claro que, depois dos protestos, não há condição alguma de retomada dos trabalhos. Mas acreditamos que a  iniciativa de mandar os operários pra casa é uma forma de tentar enfraquecer o movimento grevista. O que garantimos que não vai acontecer!”, explica um trabalhador.

Segundo os trabalhadores, não houve avanço na negociação das reivindicações trabalhistas, como aumento salarial acima dos 11% oferecidos, equiparação salarial entre os canteiros de obras, e mudança de regras da baixada (folga para visitar as famílias)

Veja fotos do sitio Belo monte após protesto deste domingo

Comentários (10)

  • Soalnge Maidel |

    12/11/2012

    Espero que não haja a retomada dos trabaçhadores. Deus não permita que essa obra continue.

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  • sudam |

    13/11/2012

    EU VI UMA REPORTAGEM ONDE DIZIA QUEIMA BELO MONTE ADOREI

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  • POVINHO |

    13/11/2012

    TEM QUE SER ASSIM METE FOGO QUE O POVO ACORDA

    Responder
  • POVINHO |

    13/11/2012

    APROVEITA E DA DESCANSO AOS SEUS FUCIONARIOS TRABALHAR SOBRE PRESSAO DA NISSO CHEGOU A HORA DE TODOS REVOLTAREM QUERO VER

    Responder
  • donizete de jirau |

    13/11/2012

    e isso ai companherada os patroes querem nos escravisar. isso nao pode acontecer se for nessessario a gente quebrar,queimar para que as autoridades percebam a nossa indiguinaçao assim sera. o salario do pedreiro ja foi de 3 salario minimo augun tempo atras e oje so querem 1.5 e o ajudanteera de dois so querem pagar um e depois dizem que a escravidao acabou em rondonia fizemos o mesmo e agora temos participaçao nos lucros cesta bazica plano de saude baixada de 90 dias com 9 dias de folga e tudo pago pela empresa representaçao do sindicato no canteiro salarios com reajuste de quase 70% EM 4 anos e se nao respeita o bicho pega!

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  • sudam |

    15/11/2012

    espero que pare agora este monstro e eu aqui vou continuar torcendo juntamente com espirito santo que faça valer os direitos deste povo

    Responder
  • Marcella |

    15/11/2012

    Isso mesmo… Infelizmente nesse país só somos ouvidos na base de protestos…

    Responder
  • atnáogras |

    20/11/2012

    Comissão da CSP-Conlutas vai a Belo Monte defender a libertação de operários presos em conflito trabalhista
    19/11/2012

    0
    Uma comissão de representantes da CSP-Conlutas vai a Altamira visitar e defender a libertação dos operários presos no conflito trabalhista ocorrido no canteiro das obras da Usina de Belo Monte. A comissão chega a Altamira nessa terça-feira, 20, com uma formação de pelo menos dois sindicalistas, uma advogada e o vereador eleito pelo PSTU em Belém, Cléber Rabelo.

    Segundo o membro da Secretaria Executiva da CSP-Conlutas Atnágoras Lopes, o motivo da visita é “colocar a central na defesa da libertação dos operários presos, apoiar a luta e as reivindicações dos trabalhadores e denunciar a criminalização dos movimentos sociais que se intensifica, também, nas obras do PAC”.

    Em plena data-base e sem informações sobre o andamento das negociações, os trabalhadores iniciaram uma revolta que começou na sexta-feira, 9 de novembro, e teve como consequência quatro galpões de materiais elétricos destruídos. Segundo os operários dos canteiros de obras de Altamira, a imprensa tentou abafar o ocorrido e apenas em uma radio local, pela madrugada, o episódio foi divulgado.

    A explosão da greve começou quando o sindicato (SINTEPAV-PA) visitou, no sábado, 10 de novembro, o canteiro de “Belo Monte” e “Canais” defendendo como “justa” a proposta do CCBM (Consórcio Construtor Belo Monte), que oferecia um reajuste de 11% para a primeira faixa salarial, 6% para segunda e 4% para as últimas. Um clima de insatisfação tomou conta dos operários e quando o sindicato chegou ao “Pimental”, os operários já sabiam da proposta e revoltaram-se frente à postura da entidade.

    A proposta apresentada pelo CCBM, defendida pelo sindicato, também não atendia a reivindicação referente à “baixada” (folga para visitar as famílias). Os operários querem uma folga a cada 90 dias de trabalho e de não de seis meses como foi oferecido.

    Segundo notícias divulgadas na imprensa, tão logo o SINTEPAV-PA chegou ao “Sitio Pimental” defendendo a proposta, os operários se revoltaram e uma sequência de atos violentos foram desencadeados durante o conflito. Cinco operários foram presos.

    Conforme publicou a Agência Brasil, a Superintendência da Polícia Civil de Altamira trabalha com a hipótese de que os cinco operários presos são ligados à “CSP-Conlutas” – mas não há provas de que a Central premeditou a ação. O membro da CSP-Conlutas Atnágoras afirma que os operários não tem ligação com a entidade sindical, mas diante da prisão a Central lutará pela libertação desses trabalhadores.

    “Não podemos aceitar que todas as vezes que os operários se mobilizam por melhores condições de trabalho e de salários, ao final, só sobre para a gente, a criminalização do movimento. É prisão, é demissão, é tropa da Polícia Militar, da Força Nacional de Segurança. Chega! Essa é uma questão trabalhista, estamos ao lado da luta desses operários, por isso vamos à Altamira, não vamos nos esconder”, afirma o dirigente da CSP-Conlutas.

    A Central vai exigir do governo Dilma Rousseff que intervenha e assuma sua responsabilidade diante desse caos que se impõe a vida de quem trabalha nessas grandes obras.

    O vereador eleito em Belém Cléber Rabelo, operário da construção civil, disse os cinco trabalhadores foram presos pela Polícia Militar a mando dos empreiteiros. “Também há denúncias, ainda não confirmadas oficialmente, de que tem ocorrido mortes em função das péssimas condições de segurança no trabalho desde o início das obras”, disse.

    Rabelo diz que os trabalhadores de Belo Monte não são vândalos e estão lutando por direitos. “Esses operários são seres humanos corajosos, que mesmo com a traição e a falta de democracia de sua entidade sindical, são capazes de se organizar para lutar e paralisar um monstro que está acabando com suas vidas, mesmo contra a vontade de sua representação sindical”, conclui.

    Todo apoio à luta dos operários de Belo Monte;

    Não à criminalização dos movimentos social;

    Liberdade aos operários presos.

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  • cassiano |

    26/11/2012

    Pra onde vai todo esse povo depois dessa Hidroelétrica pronta destruindo tudo?? TEM QUE BOTAR FOGO E DESTRUIR JÁ QUE A DILMA NÃO FAZ NADA!!!

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  • Gabriele |

    03/03/2013

    Cara, são 20 mil pessoas que vão ficar sem ter onde morar, e ainda tendo impacto na pesca que é atividade econômica e subsistência deles.
    Eles foram os primeiros a pisarem lá, simplesmente jogar as vidas a Deus dará… injustiça.

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