Indígenas voltam a exigir presença de ministro após conversa com assessor

Publicado em 30 de maio de 2013

Após reunião de meia hora com um representante da Secretaria Geral da Presidência da República na tarde desta quinta, 30, indígenas que ocupam Belo Monte reafirmaram a exigência de que o ministro Gilberto Carvalho compareça ao canteiro de obras, ocupado desde segunda-feira por cerca de 170 pessoas.

Segundo relato de Valdenir Munduruku, o Coordenador de Movimentos do Campo e Território da Secretaria Geral, Nilton Tubino, que chegou ao local por volta das cinco da tarde de hoje, apresentou a proposta de que uma pequena comissão de indígenas da ocupação fosse à Brasília reunir-se com o ministro, no dia 4 de junho.

A proposta não foi aceita, e os ocupantes reforçaram o convite para que Carvalho fosse ao canteiro. “Nós dissemos ao funcionário do governo: nós vamos permanecer acampados, firmes, e pedimos que o ministro venha pessoalmente. Nossa conversa será com todos, e aqui”, afirma Valdenir.

Tubino afirmou que levaria a demanda ao ministro por telefone, e que até o final da noite daria uma resposta aos manifestantes.

Já os indígenas disseram que temem que a violência ocorrida pela manhã no Mato Grosso do Sul, onde um Terena terminou morto a tiros pela Policia Federal durante uma ação de despejo, pudesse se repetir no canteiro, mas reafirmaram que não sairão e que a responsabilidade por qualquer violência seria do governo federal. “Nós sabemos que eles mataram um parente no Mato Grosso do Sul hoje, é isso o que eles farão aqui?”, questionou Valdenir Munduruku.

Comentários (2)

  • Rondônia Anula |

    31/05/2013

    A Civilização dos "Brancos" ainda não evoluiu, o suficiente, para compreender que cada etnia Indígena, por possuir a sua Própria Cultura e ocuparem seus próprios territórios, formando grupos, que podem ter seus próprios dialetos, constituíram Nações Indígenas que possuem suas próprias leis naturais. Portanto, o "Branco" não tem o direito de exigir que sua Lei vigore em Território Ocupado por uma Nação Indígena ! É o mesmo que um oficial judicial brasileiro, acompanhado da PF ou PM penetre em Território de uma Nação Visinha ( Paraguai, p. ex. ) para entregar uma Notificação Judicial!

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  • Rondônia Anula |

    06/06/2013

    Quando uma Barragem Hidrelétrica permite sua água extravasar, pelo seu VERTEDOR, significa que o seu projeto não foi eficiente pois não foi capaz de aproveitar todo o Potencial Hidrelétrico que a Hidrovia Interior ( RIO ) lhe permitiria gerar.

    TODAS as atuais BARRAGENS HIDRELÉTRICAS Brasileiras permitem que seus VERTEDORES, corriqueiramente, derramem a descarga que for maior daquela considerada em seus "projetos" originais !

    PORTANTO, basta acrescentar, AGORA, mais unidades geradoras, para serem operadas na ocasião em que o nível d'água represado se aproxime ao máximo admissível pelas unidades já existentes e que foram estabelecidas pelo "projeto" original !
    Assim o Setor Energético teria, com muito menores custos, financeiros e sociais, a tão energia que diz ser "urgente" , para se justificar ao impor Belo Monte e Cia.

    Além de quererem depredar a Amazônia, ainda querem Barrar para sempre, o escoamento hidroviário exportador da produção agrícola do Centro-Oeste Brasileiro !

    O Rio Madeira ficou com sua HIDROVIA interrompida em Jirau e Santo Antônio, que não possuem ECLUSAS para dar continuidade à sua navegabilidade!

    Por isto, estas duas Barragens Hidrelétricas pode ser chamadas de OBRAS INSUSTENTÁVEIS !
    O mesmo ocorre no Xingu e e vai ocorrer no Tapajós !

    Até quanto o Povo Brasileiro vai permitir a depredação do Brasil ?

    Abraços à todos !
    Rondônia Anula Para Reestruturar.

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